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domingo, 8 de março de 2020

Agrovec trabalha no desenvolvimento de veículo elétrico


A autonomia energética de propriedades distantes de centros urbanos, como grandes fazendas, é a preocupação de um projeto desenvolvido na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo. 

Em parceria com a empresa gaúcha Agrovec, o grupo de pesquisa Energias Renováveis e Eficiência Energética realiza a pesquisa "Desenvolvimento de um veículo elétrico híbrido - Solar e biomassa". 

Coordenado pelo pesquisador Moisés de Mattos Dias, o estudo visa desenvolver uma carreta agrícola híbrida. O veículo, anteriormente movido a gasolina, passará a contar com um motor elétrico, um módulo solar flexível e um gerador a biocombustível. Após ser fabricado e passar por adaptações da estrutura mecânica para acoplamento do motor elétrico, o veículo passará por outras modificações, como a instalação de um módulo solar flexível no teto, bem como a instalação de um gerador a biocombustível (biometano e biodiesel). 

No Laboratório de Energias Renováveis e na Oficina Tecnológica, que ficam no campus da universidade, em Novo Hamburgo, uma equipe multidisciplinar vem trabalhando no desenvolvimento do motor elétrico do veículo, bem como toda a sua parte elétrica-eletrônica, como o desenvolvimento de conversores e inversores, carregadores de baterias, e um controle a partir de microprocessadores. A ideia é que, em maio, essa etapa seja concluída e o carro possa ter as montagens finais.

O motor padrão, movido a gasolina, está sendo substituído por um motor elétrico 9 kilo-watts de potência, com rotor construído a partir de processos de metalurgia do pó, em que blocos maciços de ferro foram compactados e sintetizados. O motor elétrico será alimentado por um conjunto de baterias, que poderão ser carregadas a partir de energia fotovoltaica, pelo gerador a combustão ou então pela rede elétrica, por meio de uma tomada convencional.

O gerenciamento das baterias, assim como o controle do fornecimento de energia para o motor elétrico, é realizado por microprocessadores e meios eletrônicos. Outra contribuição interdisciplinar ao projeto se deu por meio da professora Patrice Monteiro de Aquim, que auxiliou na concepção de um revestimento de material reciclável para o banco.

A previsão é que a tecnologia possa ser aplicada comercialmente a partir de 2022. "Esse protótipo ainda não poderá ser comercializado, pois servirá para estudo dos mais diversos, referentes ao desenvolvimento de veículos elétricos híbridos aplicados para a área agrícola", explica o coordenador do projeto. Assim, existe a previsão do desenvolvimento de um segundo protótipo a partir de 2021, sendo que, nesse outro veículo, serão realizadas as modificações necessárias para o desenvolvimento de um protótipo definitivo, ou seja, comercial.

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Publicado no Verdesobrerodas



Por Jornal do Comércio conteúdo

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